Alguem pode me explicar o que é isso  ???

Os responsáveis pela manutenção da Avenida Cristiano Machado em Belo Horizonte estão de "PARABÉNS", pois a eficiência é tanta que após um poste de iluminação ser atingido por um veículo ele foi preso em um mourão. O interessante é que o poste nem funciona e está lá amarrado faz alguns meses.  Será que faz parte de algum projeto cultural arquitetônico que quer mostrar o que não se deve fazer?  Será que vai ficar lá por muito tempo? Será que é uma obra de arte surrealista de Salvador Dalí? Ou será mesmo uma obra de incompetência?

(e-mail recebido dia 01/04/11 de: André G.)

 

 

Transito ruim no Bairro Colégio Batista

Falta de respeito e falta de educação. Os pais ocupam a única pista da Rua Saldanha da Gama, no Bairro Colégio Batista, para entregar seus filhos no colégio. Eles simplesmente param seus carros no meio da rua e azar dos outros que precisavam trafegar. Cadê o bom exemplo para mostrar aos filhos?   O transito fica parado na entrada da Rua Saldanha da Gama e segue pela Rua Ponte Nova (nos dois sentidos) quase esquina com Rua Jacuí.   Há uma rampa em frente a entrada onde os carros sobem e param (ai que a fila começa), esperam os funcionários gentilmente abrirem a porta do veículo e retirar os alunos de dentro do carro e abrem o porta malas para que os funcionários carreguem também as mochilas e merendeiras. Às vezes o funcionário pacientemente têm que esperar as despedidas, beijos e abraços.    A escola poderia ajudar fechando a passagem dos veículos e realizando campanhas.   Sabemos que todos temos horários a cumprir e tudo é muito corrido, mas isso não é justificativa pra tamanha “folga” dos pais.    Eu sou pai de aluno desta escola, também tenho meus horários e todos os dias sou abrigado a estacionar a dois quarteirões da escola, não é porque falta vagas, é que não dá pra passar.   Esse tipo de infração é gravíssimo. Onde estão as autoridades do transito para fiscalizar o local?  A escola é co-responsável?   Quem são os responsáveis por essa bagunça? Acho que são dos maus motoristas, mas a escola também pode ajudar.

  (e-mail recebido em 01/04/11 – André/pai de aluno)

 

 

 

 

ALERTA Contra Fraudes na Época de entrega do Imposto de Renda.

Cuidado ao receber esta correspondência ou algo parecido. É um modelo inovador que não vem por e-mail e sim via correios. Tudo que referisse ao Imposto de Renda acesse o site oficial  www.receita.fazenda.gov.br e não acesse outros que não sejam sites oficiais do Governo.

(e-mail recebido em 19/03/11 de: Myriam M. BH/MG - PESSOAL! ENVIEM ESSA PÁGINA A TODOS SEUS CONTATOS!
VAMOS ALERTAR O MÁXIMO DE PESSOAS POSSÍVEL!
OS GOLPISTAS ESTÃO FICANDO CADA VEZ MAIS OUSADOS E NOSSA ARMA CONTRA ELES É NOSSA COMUNICAÇÃO)


 

 

Luiz Fernado Veríssimo X  "luiz fernado veríssimo"

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço…A décima terceira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 11 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 11 é a realidade em busca do IBOPE..
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 11. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça,
cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? HERÓIS ?
São esses nossos exemplos de HERÓIS ?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo,
o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia,
alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…, estudar…. , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… ,telefonar para um amigo… , visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir.

fonte: http://blogdadilma.blog.br/2011/01/cronica-de-luiz-fernando-verissimo-sobre-o-bbb.html

 

crônica

Outro você

E dizem que rola um texto na internet com minha assinatura baixando o pau no “Big Brother Brasil”.

Não fui eu que escrevi.

Não poderia escrever nada sobre o “Big Brother Brasil”, a favor ou contra, porque sou um dos três ou quatro brasileiros que nunca o acompanharam.

O pouco que vi do programa, de passagem, zapeando entre canais, só me deixou perplexo: o que, afinal, atraía tanto as pessoas — além do voyeurismo natural da espécie — numa jaula de gente em exibição?

Falha minha, sem dúvida. Se prestasse mais atenção talvez descobrisse o valor sociológico que, como já ouvi dizerem, redime o programa e explica seu fascínio. Pode ser. Os “Big Brothers” e similares fazem sucesso no mundo todo. Provavelmente eu e os outros três ou quatro resistentes apenas não pegamos o espírito da coisa.

Também me dizem que, além de textos meus que nunca escrevi (como textos igualmente apócrifos do Jabor, da Martha Medeiros e até do Jorge Luís Borges), agora frequento a internet com um Twitter.

Aviso: não tenho tuiter, não recebo tuiter, não sei o que é tuiter.

E desautorizo qualquer frase de tuiter atribuída a mim a não ser que ela seja absolutamente genial. Brincadeira, mas já fui obrigado a aceitar a autoria de mais de um texto apócrifo (e agradecer o elogio) para não causar desgosto, ou até revolta. Como a daquela senhora que reagiu com indignação quando eu inventei de dizer que um texto que ela lera não era meu:

— É sim.

— Não, eu acho que...

— É sim senhor!

Concordei que era, para não apanhar. O curioso, e o assustador, é que, em textos de outros com sua assinatura e em tuiters falsos, você passa a ter uma vida paralela dentro das fronteiras infinitas da internet.

É outro você, um fantasma eletrônico com opiniões próprias, muitas vezes antagônicas, sobre o qual você não tem nenhum controle,

— Olha, adorei o que você escreveu sobre o “Big Brother”. É isso aí!

— Não fui eu que...

— Foi sim!

fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/04/04/outro-voce-280562.asp

 

 

 

Getty Images Bolsa Telefone dará linha a R$ 13 por mês a pobres

Previsão é de que serviço esteja disponível em até dois meses em todo o país, diz Anatel

Gustavo Gantois, do R7, em Brasília

 

Pouco mais de R$ 13. Esse é o preço que os mais de 13 milhões de beneficiários do Bolsa Família poderão pagar para ter uma linha. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) anunciou nesta quinta-feira (24) a criação de um programa que vai oferecer telefonia fixa a um custo reduzido à baixa renda.

Atualmente, as famílias mais pobres já têm acesso a um programa cuja assinatura básica é mais barata que o normal (o pacote sai por R$ 24,14 sem qualquer franquia de minutos). O novo produto vai oferecer uma franquia de 90 minutos para chamadas locais entre telefones fixos ao custo de R$ 13,31, já com impostos.

De acordo com o conselheiro Jarbas Valente, a ideia é dar opção às famílias de escolherem qual produto se encaixa melhor ao orçamento doméstico.

Uma pesquisa interna da agência mostrou que, atualmente, essa parcela da população gasta cerca de R$ 8 ao mês com telefonia móvel.

O novo programa vai adotar a chamada modulação horária, na qual há tarifas diferentes de acordo com o dia e a hora utilizada, podendo pagar mais barato pelo minuto à noite e aos finais de semana.

O prazo de instalação do telefone passará de 30 para sete dias, e haverá opção por um pacote pós-pago - atualmente o programa direcionado à baixa renda é oferecido apenas na modalidade pré-paga. A Anatel não informou, no entanto, a tarifa que será cobrada pelos minutos excedentes.

Valente disse acreditar que o Bolsa Telefone deve começar a ser oferecido à população daqui a dois meses.

Antes ele deve passar por um processo burocrático no qual o programa será colocado em consulta pública nas cidades de Salvador e Brasília por um período de 30 dias, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União.

Estudos técnicos da Anatel revelaram que o AICE (Acesso Individual Classe Especial) não conseguiu cumprir o objetivo de levar acesso de telefonia fixa individual à população de baixa renda. No país, somente 184 mil são assinantes desse tipo de plano.

Ao contrário dos planos básicos oferecidos pelas telefônicas, cujo preço chega a R$ 40,24 com impostos, o AICE atual custa R$ 24,14, um valor considerado alto para o público-alvo. Por isso houve a redução para os R$ 13,31 do Bolsa Telefone e a inclusão da franquia de 90 minutos.

No entanto, parte da população pode preferir não aderir ao programa. É que as empresas de telefonia cobram uma taxa de instalação do telefone. Nas grandes capitais, esse valor pode até mesmo não ser cobrado. Mas em localidades com pouco mais de 300 habitantes e longe dos grandes centros, a cobrança pode chegar a até R$ 100, o que inviabilizaria o Bolsa Telefone.

- Esses são casos isolados. Geralmente as empresas diluem essa cobrança em longas prestações. O importante é que poderemos oferecer à população o poder de escolha

(Comentario sobre a matéria - por: Paulo Araújo BH/MG - Isso tudo é uma palhaçada. No Brasil há bolsa pra tudo menos para àqueles que pagam seus impostos em dia, para quem trabalha honestamente e dá duro pra conseguir o pão de cada dia, pra pagar escola, material escolar, IPVA e cia ltda, IPTU, luz, água, despesas médicas e dentista. Quem paga a conta não é o Governo Brasileiro, somos nós mesmos. O Governo quer acabar com a classe média, aqui só vai ter lugar para duas classes: gente muito rica e gente miserável. Se diz que aqui tem democracia, aqui tem distinção de sexo, de raça (cor do indivíduo), idade e classe social. Cadê a igualdade? E ainda somos obrigados a votar.  "dEMOCRACIA" com d minúsculo. O jeito é sair do emprego, fazer neném e esperar que o Governo dê tudo. Ai sim, quero ver quem vai pagar a conta.)

 

Impostos tomam R$ 1 mil a mais de cada brasileiro

A carga tributária teve crescimento recorde em 2010 e, com isso, cada brasileiro pagou, em média R$ 6.722,38 em impostos, uma alta de quase R$ 1 mil em relação a 2009.

A conclusão é do estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), divulgado ontem.

O maior peso dos impostos no bolso do brasileiro não significa que houve aumento de impostos. Ele reflete o maior aperto à evasão fiscal, principalmente no Imposto de Renda (IR), e o aquecimento da economia, que provoca mais consumo e se reverte em mais impostos arrecadados.

Em termos nominais, a carga tributária cresceu 17,8% em 2010, diz o IBPT.

Em 10 anos, carga tira R$ 1,85 trilhão

 

 

Motoristas estão na mira dos agentes de trânsito em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. É que o salário deles pode aumentar, e muito, com as multas na cidade. Um decreto da prefeitura permite que os agentes ganhem mais, por cada autuação aplicada.

No vídeo , o repórter Sid Marcus mostra como o esquema funciona. Clique aqui.

Sid Marcus - SBT/TV Alterosa

Publicação: 20/01/2011

 

 

 

BH registra 178 acidentes a cada dia Levantamento do Batalhão de Trânsito mostra crescimento de 17,3% no número de acidentes na capital nos 10 primeiros meses do ano, com o total de 54 mil batidas e média de 178 por dia
 

Paulo Henrique Lobato - Estado de Minas

Publicação: 29/12/2010 07:21 Atualização: 29/12/2010 07:45

 

Gesseiro Cláudio Roberto Alves dos Santos está internado há quatro meses depois que sua moto foi atingida por carro na Pampulha (Cristina Horta/EM/D.A Press)
Gesseiro Cláudio Roberto Alves dos Santos está internado há quatro meses depois que sua moto foi atingida por carro na Pampulha
O gesseiro Cláudio Roberto Alves dos Santos, de 29 anos, sente um calafrio toda vez que se recorda da tarde de 8 de agosto, quando a moto que pilotava foi jogada ao chão por um carro, na Avenida Pedro I, na Pampulha, em Belo Horizonte. “Fiquei sete dias em coma. Estou internado até hoje e não há previsão de alta. Quebrei os dois fêmures e o joelho esquerdo. Tive fratura exposta na perna direita e rompimento dos ligamentos. Já passei por 14 cirurgias”, relata o rapaz, enquanto tenta se aconchegar num dos leitos da enfermaria do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.

Ele faz parte de uma triste estatística levantada pelo Batalhão de Trânsito de Belo Horizonte: o número de acidentes na capital subiu 17,3% nos 10 primeiros meses deste ano em comparação ao mesmo período de 2009. Foram 54.077 ocorrências contra 46.091. A média diária de registros passou de 152 para 178. A Polícia Militar não tem os dados de mortos no período, mas o tenente-coronel Roberto Lemos, chefe do batalhão, avalia que a ampliação assustadora da frota, que passou de 655 mil veículos em 2000 para quase 1,3 milhão em 2010, é a principal causa do crescimento da macabra estatística: “A frota aumentou exageradamente”.

 
Motoqueiros admitem desrespeito às leis de trânsito
Boa parcela da culpa é depositada na conta dos motoristas imprudentes. Diariamente, centenas de condutores avançam o sinal vermelho, desrespeitam os limites de velocidade, fazem conversão em trechos proibidos e dirigem alcoolizados. De janeiro a outubro, os militares do Batalhão de Trânsito emitiram 150.246 multas. Já a Guarda Municipal, que substituiu a BHTrans na função de penalizar os maus condutores, registrou 94.075 notificações no mesmo intervalo. A soma de 244.321 notificações gerou média diária de 803 autuações.

Reforço

A imprudência e o aumento da frota também são responsáveis por outros balanços trágicos, como o número de pessoas que se envolveram em acidentes nos últimos anos. O problema incomoda tanto o poder público e, claro, a sociedade que o batalhão recebeu um reforço de 180 militares desde setembro do ano passado. Mas nem o reforço no efetivo impede a imprudência de muitos condutores. Em setembro de 2009, um caminhoneiro que descia o Anel Rodoviário com a marcha no ponto morto causou uma das maiores tragédias da capital: cinco mortos, entre eles um bebê de apenas 1 ano.

O caminhão não conseguiu parar diante de uma retenção, na descida do Bairro Betânia, na Região Oeste, e arrastou 12 veículos. Houve princípio de incêndio em alguns carros, aumentando a angústia e o desespero dos feridos. Quatro pessoas morreram no local e uma no Hospital João XXIII. O último balanço da BHTrans se refere a 2008, ano em que 20.799 condutores, passageiros e pedestres se envolveram em acidentes. Os dados de 2009 e de 2010 ainda não foram disponibilizados pela empresa, mas não será surpresa se tiverem aumentado, pois o balanço vem crescendo desde 2004, quando foram registradas 17.004 vítimas, entre feridos e mortos. Em 2005, 17.636. Em 2006, outras 18.209. Em 2007, mais 20.055.

“Estamos com cerca de 1,3 milhão de veículos, mas outra causa do aumento das ocorrências é a falta de cumprimento das regras de segurança por parte de condutores e pedestres. A maioria dos acidentes, quase a totalidade, é responsabilidade do motorista, de sua falta de atenção e cuidado. A quantidade de habilitados aumentou bastante e, pelo que observo, é necessário um treinamento mais caprichado por parte dos centros de formação de condutores. Entendo que 20 horas/aulas de direção (como exige a lei) é muito pouco. O mínimo, numa conta feita por baixo, deveria ser de 40 horas/aulas”, defende o oficial.

Fiscalização

A imprudência de muitos condutores foi beneficiada pela polêmica decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em proibir a empresa que gerencia o trânsito na capital de multar os infratores, pois os 350 agentes da BHTrans foram substituídos por 114 guardas municipais. A diferença mostrou queda de 29,1% da média diária de autuações. Enquanto a PM e a BHTrans multaram 343.831 infratores nos 10 primeiros meses de 2009 (média de 1.131 notificações por dia), a PM e a Guarda Municipal flagraram 244.321 condutores no mesmo período de 2010, com a média diária de 803 registros.

Os ministros do STJ acataram a tese do Ministério Público Estadual (MPE) e consideraram que a BHTrans não pode multar os condutores por entender que a empresa, na verdade, é uma sociedade de economia mista e um dos seus princípios é o lucro. Neste caso, a atividade de multar se torna incompatível com a natureza jurídica da empresa.

O capital da BHTrans é formado por 98% de ações pertencentes à prefeitura, 1% da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) e 1% da Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel). Os advogados do município recorreram da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF), mas ainda não há previsão de quando o recurso será analisado.

Análise da notícia

A tragédia no trânsito em BH já é uma questão de saúde pública. Diariamente, centenas de motoristas, passageiros e pedestres são socorridos nos prontos-socorros. O aumento do número de veículos ajuda a entender o salto do número de desastres, mas a imprudência de condutores e pedestres é a maior vilã das macabras estatísticas. O melhor remédio para pôr fim às tristes acidentes é a educação. O sangue só vai parar de ser derramado no asfalto depois que a população se conscientizar de que o veículo, além de um meio de transporte, pode se transformar numa arma letal.(PHL